NOVAS ALTERNATIVAS DE CULTIVO PARA A METADE SUL DO RIO GRANDE DO SUL: uvas de mesa e de suco

December 18th, 2009 by admin No comments »

NOVAS ALTERNATIVAS DE CULTIVO PARA A METADE SUL DO RIO GRANDE DO SUL: uvas de mesa e de suco

Jair Costa Nachtigal

Engenheiro Agrônomo, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, BR 392, km 78, C.P. 403, CEP 96001-970, Pelotas, RS.
Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 90.000 hectares ocupados com videiras, sendo os principais Estados produtores o Rio Grande do Sul (48.474 ha), São Paulo (18.772 ha), Pernambuco (7.137 ha) e Paraná (5.700 ha). No Rio Grande do Sul, praticamente 90% das videiras plantadas são destinadas ao processamento na forma de vinhos, sucos e outros derivados.
Apesar do aumento no interesse pelo plantio de uvas viníferas, principalmente na década de 90, as uvas comuns (Vitis labrusca e híbridas) representam a maioria absoluta da área cultivada no Rio Grande do Sul, representando cerca de 85% do vinho produzido no Estado.

Além da Serra Gaúcha, principal região produtora, a viticultura tem tido um interesse crescente em outras regiões do Rio Grande do Sul, principalmente na Campanha e na Serra do Sudeste, que apresentam verões menos chuvosos e relevo menos acidentado, condições bastante favoráveis para o cultivo de videira. A disponibilidade e o valor das terras e da mão-de-obra são, também, atrativos para investimentos em videiras nestas regiões, o que tem atraído o interesse de grandes e médias empresas vitivinícolas, a maioria delas com sede na Serra Gaúcha, para investir na  Metade Sul do Rio Grande do Sul. A prioridade é o plantio de uvas finas (Vitis vinifera), como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Chardonnay, cujas áreas já ultrapassam os 1200 hectares.
A Metade Sul do RS têm condições de explorar outro mercado bastante promissor que é o das uvas comuns, tanto para processamento (vinho, suco e doces) quanto para mesa. As uvas comuns, também conhecidas como uvas rústicas,  são aquelas pertencentes à espécie Vitis labrusca e híbridas (cruzamento de V. labrusca com outras espécies).

 Dentre as principais cultivares de uvas comuns com potencial de exploração na Metade Sul, pode-se destacar as tintas Bordô,  BRS Rúbea, Isabel, Isabel Precoce, BRS Violeta, BRS Margot, BRS Carmem, Concord e Concord Clone 30; a Niágara Branca e a Niágara Rosada. Boa parte destas cultivares pode ser utilizada para processamento na forma de vinho e suco, bem como para consumo “in natura”.

De um modo geral, as uvas comuns apresentam algumas características que potencializam a exploração em pequenas propriedades, proporcionando, em alguns casos, maiores retornos econômicos do que as cultivares de uvas finas.
Em termos de clima e de solo, as uvas comuns são iguais ou  menos exigentes do que as uvas viníferas. Dessa forma, pelas características da maioria das regiões do Rio Grande do Sul, pode-se afirmar que as uvas americanas podem ser produzidas sem grandes dificuldades. Um dos fatores que deve ser levado em consideração é o prolongado período de estiagem que tem ocorrido nos últimos anos em algumas regiões, o que pode causar dificuldades principalmente na formação das videiras. Para estas regiões, recomenda-se a instalação de sistemas de irrigação nos primeiros anos do cultivo.

Considerando uma mesma condição climática, as uvas comuns são mais fáceis de serem produzidas do que as uvas finas, em virtude da menor suscetibilidade às doenças fúngicas da videira (míldio, oídio e antracnose) e da menor necessidade de manejo do dossel vegetativo. A redução do número de aplicações com agrotóxicos para controle de doenças e a menor exigência em mão de obra para manejo das plantas faz com que as uvas comuns tenham um menor custo de produção.
As uvas finas restringem a produção ao mercado de vinhos finos, enquanto as uvas americanas e híbridas podem ser utilizadas para produção de vinhos de mesa, de sucos e de doces. Além disso, alguns desses produtos podem ser comercializados pelos programas governamentais, para merenda escolar e creches.

No caso das uvas finas para mesa, a produção de uvas com qualidade elevada no Estado do Rio Grande do Sul somente é possível com a utilização da cobertura das parreiras com plástico e com o uso da irrigação localizada, o que aumenta muito os custos de produção e requer um conhecimento técnico bastante elevado para manejo das plantas e das doenças. Dessa forma, embora as uvas finas sejam uma boa opção de cultivo para alguns produtores, deve-se tomar muito cuidado com a sua implantação, principalmente para os que não tenham experiência com a produção destas cultivares (Itália, Rubi, Benitaka, Brasil e as uvas sem sementes).
Pelo exposto, pode-se verificar que as uvas comuns (americanas e híbridas) podem constituir em alternativa importante no processo de geração de renda e agregação de valor aos produtores, principalmente para a agricultura familiar da Metade Sul do Rio Grande do Sul. Entretanto, por ser uma atividade que requer um investimento relativamente alto  comparado com aquele das culturas anuais, e mesmo com outras espécies frutíferas, recomenda-se cautela na implantação de novas áreas, devendo-se fazer uma boa análise do mercado comprador, a fim de definir o tipo de produto adequado, a quantidade a ser comercializada, a época mais adequada, dentre outros fatores. Outra recomendação é iniciar pelas uvas comuns para processamento, que são mais fáceis de produzir e têm um custo de implantação e produção mais baixos do que as uvas comuns para mesa, que por sua vez são mais fáceis de produzir do que as uvas finas para vinho e, por último, as uvas finas para mesa, que são as mais difíceis de produzir e apresentam custo de produção mais elevado. O tamanho da área a ser implantada deve ser de acordo com os recursos disponíveis (financeiro, mão de obra, infra estrutura, mercado, outros).

Fenologia, produção e qualidade de frutos de mirtilo

December 2nd, 2009 by admin No comments »

Luis Eduardo Corrêa Antunes(1), Emerson Dias Gonçalves(2), Nara Cristina Ristow(1),
Silvia Carpenedo(1) e Renato Trevisan(3)

(1)Embrapa Clima Temperado, Caixa Postal 403, CEP 96001-970 Pelotas, RS. E-mail: antunes@cpact.embrapa.br, ncristow@cpact.embrapa.br, s.carpenedo@hotmail.com (2)Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, Fazenda Experimental de Maria da Fé, Bairro Vargedo, CEP 35517-000 Maria da Fé, MG. E-mail: emerson@epamig.br (3)Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Agrícola de Frederico Westphalen, Caixa Postal 54, CEP 98400-00 Frederico Westphalen, RS. E-mail: renato.trevisan@smail.ufsm.br

Resumo – O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento fenológico, a produtividade e a qualidade de oito cultivares de mirtilo do grupo rabbiteye (Bluegem, Bluebelle, Powderblue, Florida, Delite, Briteblue, Climax e Woodard), na região de Pelotas, RS. O trabalho foi realizado durante os ciclos produtivos de 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006. As plantas foram dispostas no pomar em blocos varietais aleatórios, com 16 plantas por cultivar, no total de quatro linhas, com duas cultivares por linha. Para a análise das características dos frutos, a média de cada ano de avaliação foi considerada como uma repetição. Foram observadas as datas de início e fi m da floração, início e final de colheita, massa, diâmetro longitudinal dos frutos, número de frutos por
planta, teor de sólidos solúveis totais, produção média por planta e produtividade estimada por hectare. Não houve diferença entre as cultivares avaliadas quanto às características massa, diâmetro médio de frutos e teores de sólidos solúveis totais. Na região de Pelotas, há viabilidade técnica para o cultivo de mirtilo, cujas cultivares Bluebelle, Briteblue e Bluegem são as mais produtivas.

Termos para indexação: Vaccinium, adaptação, pequenas frutas, produtividade, qualidade dos frutos.

Phenology, production and quality of blueberry cultivars

Abstract – The aim of this work was to evaluate the yield and quality of blueberry cultivars from the rabbiteye group (Bluegem, Bluebelle, Powderblue, Florida, Delite, Briteblue, Climax and Woodard), in Pelotas County, Southern of Rio Grande do Sul State, Brazil, during three growing seasons: 2003/2004, 2004/2005 and 2005/2006. The plants were set in randomized varietal blocks in the orchard, with 16 plants per cultivar, totaling four lines, with two cultivars per line. For statistic analysis of the fruits characteristics, each year of evaluation was considered as one repetition. The characteristics evaluated were the start and the end of flowering, beginning and end of harvest, mass, longitudinal diameter of fruits, number of fruit per plant, content
of total soluble solids, average production by plant, and the estimated productivity per hectare. There was no difference among the cultivars evaluated for the characteristics mass, mean diameter of fruits and levels of total soluble solids. In the region of Pelotas, there is technical viability for growing blueberry, whose cultivars Bluebelle, Briteblue and Bluegem are the most productive.

Index terms: Vaccinium, adaptation, small fruits, produtivity, fruit quality.

Introdução

Introdução
O mirtilo é uma frutífera que pertence a família Ericaceae, e é classifi cado dentro da subfamília
Vaccinioideae, na qual se encontra o gênero Vaccinium (Trehane, 2004). O mirtileiro produz frutos com diâmetro entre 8 e 22 mm, de sabor agridoce (Childers & Lyrene, 2006), com diversas propriedades nutracêuticas e alto potencial antioxidante, em razão da presença de compostos fenólicos (Kalt et al., 2007). Para seu adequado desenvolvimento, são necessários solos com pH entre 4,8 e 5,2 (Trehane, 2004; Childers & Lyrene, 2006).

No mundo, existem três grupos principais de mirtilo cultivados comercialmente: os de arbustos baixos – “lowbush”; os de arbustos altos – “highbush”; e os do tipo olho-de-coelho – “rabbiteye” (Childers & Lyrene, 2006; Strik, 2007).
O cultivo comercial do mirtilo está em franca expansão em países da América do Sul como Chile,
Argentina e Uruguai, com área de produção de aproximadamente 6.500 ha. A expansão da cultura
nesses países é infl uenciada, em grande parte, pela demanda da entressafra de países do hemisfério norte como os Estados Unidos (Strik, 2005; Brazelton & Strik, 2007). Essas demandas de mercado podemgerar oportunidades de negócio para o setor produtivo brasileiro, desde que haja adoção de tecnologia para a produção e a utilização de cultivares adequadas
(Antunes & Madail, 2005).
No Brasil, as principais cultivares pertencem ao grupo rabitteye (Antunes & Raseira, 2006). Apresentam como características: elevado vigor, plantas longevas, alta produtividade, tolerância ao calor e à seca, baixa exigência na estação fria, fl oração precoce, longo período entre fl oração e maturação (Ehlenfeldt et al., 2007) e frutos fi rmes, com longa vida pós-colheita se conservados adequadamente. Entre as limitações das cultivares desse grupo, destaca-se a completa coloração
do fruto antes do ponto ideal de colheita, que interfere no sabor, e é quando se apresentam mais ácidos e com tendência a rachar a epiderme em períodos chuvosos (Gough, 1994).
Se o acúmulo de horas de frio hibernal for insufi ciente, a depender da necessidade da cultivar, pode-se ter como conseqüência a brotação e o fl orescimento defi cientes e, conseqüentemente, a reduzida produção. Esta variação quanto à necessidade de frio entre as cultivares faz com que possa haver escalonamento da produção, desde que sejam utilizadas, numa mesma área, cultivares de maturação precoce, de meia-estação e tardia (Bowling, 2000).
As épocas de fl oração e maturação podem variar, conforme o ano e o local (NeSmith, 2006; Smolarz, 2006; Hummer et al., 2007). Assim, antes de se escolher a cultivar, é importante a realização de estudos fenológicos da cultura que podem tornar disponíveis informações necessárias para determinar quais cultivares são mais adaptadas às condições edafoclimáticas locais (Silva et al., 2006), e quais são os períodos de concentração da produção, diminuindose
os riscos de insucesso com a cultura.
A escolha das cultivares, em razão das fenofases é fundamental, pois proporciona: o escalonamento da produção; o aumento do período de oferta de frutos ao mercado; e a adaptação das tecnologias disponíveis àquela cultivar e região (Silva et al., 2006).
NeSmith (2006), ao estudar a fenologia de variedades de mirtilo em diferentes locais, concluiu que a depender da cultivar, do acúmulo de horas de frio do local e do ano de avaliação, o período de fl orescimento pode variar em até 24 dias.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento fenológico, a produção e a qualidade de frutos de oito cultivares de mirtilo, na região de Pelotas, RS.

Material e Métodos
O trabalho foi realizado na Estação Experimental da Cascata, na região colonial de Pelotas, RS, da Embrapa Clima Temperado, a 31°37′15,57″S, 52°31′30,77″W e 164 m de altitude, por três safras consecutivas: ciclo produtivo 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006.
As avaliações foram realizadas em plantas de mirtilo do grupo rabbiteye, nas cultivares: Bluebelle, Bluegem, Climax, Briteblue, Woordard, Delite, Powderblue e Florida.
As cultivares foram dispostas aleatoriamente no pomar, no total de quatro linhas, com duas cultivares por linha e 16 plantas por cultivar. Para a análise das características dos frutos, a média de cada ano (três) foi considerada como repetição. Esta coleção foi mantida sob manejo agroecológico, sem a aplicação de insumos sintéticos.
As avaliações fenológicas foram realizadas de acordo com a descrição dos estádios de desenvolvimento de gema (Childers & Lyrene, 2006), nas datas de início da fl oração (mais de 5% das fl ores abertas), fi m da fl oração (90% das fl ores abertas), início e fi nal da colheita.
Os frutos foram colhidos quando estavam no estágio de maturação completa (Childers & Lyrene,
2006), com coloração violeta e presença de pruína, em cestas de plástico e, em seguida, foram levados ao Laboratório de Melhoramento Genético, da Embrapa Clima Temperado, para as avaliações de: massa fresca por fruto (g); diâmetro longitudinal dos frutos (cm), com auxílio de paquímetro digital; número de frutos; e teor de sólidos solúveis totais (oBrix), com auxílio de refratômetro digital de bancada. A produção média por planta (kg por planta) e a produtividade estimada por hectare (kg ha-1) foram determinadas com base na densidade de 2.222 plantas ha-1 (com espaçamento de 3 m entre linhas e 1,5 m entre plantas), no número de frutos por planta e na massa fresca por fruto.
Os dados das variáveis analisadas foram submetidos à análise de variância, posteriormente comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade, por meio do SISVAR (Ferrreira, 2000).
Resultados e Discussão Em geral, o período de fl orescimento teve início no mês de agosto, na primeira quinzena, no ciclo 2005/2006, e na segunda quinzena desse mesmo, nos ciclos de
2003/2004 e 2004/2005. O fi nal da fl oração ocorreu no primeiro ciclo de avaliação (2003/2004), entre o fi nal de setembro e a primeira quinzena de outubro, em quea cultivar Delite foi a mais precoce. No segundo ciclo avaliado (2004/2005), o fi nal da fl oração ocorreu na segunda quinzena de setembro em todas as cultivares.
Entretanto, no último ciclo de avaliação, as cultivares Florida, Woordard e Bluebelle, terminaram o fl orescimento na primeira quinzena de setembro, e as demais cultivares na segunda quinzena de outubro (Tabela 1). Esta alteração no padrão de fl orescimento ocorreu em razão: das variações anuais no acúmulo em horas de frio (Tabela 2); das oscilações de temperatura ocorridas entre maio e setembro (Tabela 2); e das necessidades de temperaturas baixas de cada cultivar (Childers & Lyrene, 2006).
Pelas avaliações realizadas nos três ciclos produtivos, quase todas as cultivares iniciaram a brotação a partir da segunda quinzena de agosto, com exceção das cultivares Powderblue e Woodard, que a iniciaram no começo de setembro (Tabela 1), provavelmente em razão de estas cultivares necessitarem de 400 horas de temperaturas baixas (Childers & Lyrene, 2006), superior às demais e satisfeita apenas ao fi nal do inverno da região.
Baptista et al. (2006) verifi caram diferença no período de fl orescimento, entre as cultivares de
mirtilo do grupo Southern highbush, em que a cultivar O´Neal foi a mais precoce, e Georgiagem e Revielle as mais tardias. Esta variação no padrão fenológico é conseqüência das características genéticas de cada cultivar e de fenômenos climáticos como temperatura e fotoperíodo, que interferem na fl oração e brotação. Além disso, o próprio sistema de produção adotado pode alterar características intrínsecas da cultivar, como observado por Swain & Darnell (2002), e modifi ca o padrão produtivo e fi siológico da planta. Também a forma de condução das plantas jovens (Williamson & NeSmith, 2007), se não realizada corretamente, resulta na formação de plantas debilitadas e com baixa produção.


Na média dos três anos de avaliações, o período de colheita estendeu-se por 37 dias, entre dezembro e janeiro; o menor período de colheita ocorreu no primeiro ciclo de avaliação, com 21 dias nas cultivares Delite, Florida e Climax; e o maior período obtido no terceiro ciclo (48 dias), em ‘Bluegem’, ‘Delite’, ‘Florida’, ‘Powderblue’ e ‘Bluebelle’ (Tabela 1). Esta variação pode ter ocorrido em razão da fl utuação de temperatura, entre os anos de avaliação; em 2005, segundo ano de avaliação, o acúmulo de horas de frio foi de 276, abaixo da média dos anos anteriores, que foi
superior às 400 horas necessárias para essas cultivares, segundo Childers & Lyrene (2006).
Beccaro et al. (2003) ao avaliar 34 cultivares de mirtilo, dos grupos highbush, Southern highbush e
rabbiteye, na região do Piemonte (Itália), obtiveram 64 dias de colheita nas cultivares precoces Bluetta e tardias Elliot, o que demonstra a importância do cultivo de cultivares que possam ampliar o período de colheita e oferta de frutas ao mercado consumidor. O período de colheita das cultivares estudadas concentrou-se nos meses de dezembro e janeiro.
Do ponto de vista de exportação dos frutos de mirtilo, as grandes oportunidades de preço foram obtidos entre meados de outubro e de novembro (20 a 25 US$ kg-1 – CIF). Antes ou depois desse período, os preços foram menores (10 a 12 US$ kg-1 – CIF), no mercado de Miami (Fizsman, 2005). As cultivares avaliadas no presente trabalho possuem período de colheita inadequado para a exportação. Entretanto, as possibilidades de atender ao mercado interno são promissoras, uma vez que a oferta de frutos dessas cultivares se dá nos meses próximos das festas natalinas, época em que ocorre grande procura pelos mesmos.
Em relação às características físicas (Tabela 3), as maiores produções (kg por planta) foram obtidas pelas cultivares Briteblue (1,63), Bluebelle (1,63) e Bluegem (1,25). As menores foram obtidas pelas cultivares Powderblue (1,02), Woodard (0,67), Delite (0,61) e Climax (0,35). Essa produção pode ser extrapolada para o potencial de produtividade, que coloca as cultivares Bluebelle (3.703 kg ha-1), Briteblue (3.629 kg ha-1) e Bluegem (2.770 kg ha-1) como as de maior potencial de exploração, na região de Pelotas, sob regime de produção agroecológica. A diferença apresentada pelas cultivares pode ser conseqüência de fatores intrínsecos à própria adaptação, como a necessidade de baixas temperaturas e variações climáticas locais (Tabela 2), e a problemas relacionados à polinização, como descrito por NeSmith (2002), que relacionou a reduzida frutifi cação efetiva à defi ciência de polinização na cultivar Tifblue, do grupo rabbiteye.

Clique aqui para ver a tabela 2

As médias de massa de matéria fresca e diâmetro longitudinal dos frutos, entre as cultivares, foram semelhantes estatisticamente, mesmo com a variação ocorrida nos índices de produção, o que poderia colaborar para alteração da relação fonte e dreno, ou seja, em cultivares com menor produção, os frutos poderiam apresentar maior tamanho e massa de matéria fresca. Entretanto, essa tendência não foi observada, mesmo em ‘Bluebelle’ (1.588), ‘Briteblue’(1.301) e ‘Blueguem’ (1.033) que produziram maior número de frutos por planta, e naqueles de menor produção de frutos como ‘Climax’ (250), ‘Woodard’ (530), ‘Powderblue’ (720) e ‘Flórida’ (750) (Tabela 3).
Carter et al. (2002) avaliaram cinco cultivares de mirtilo, dos grupos highbush, e uma cultivar do
grupo rabitteye, em Arkansas (EUA), e observaram diferenças signifi cativas entre os grupos nos quatro ciclos de avaliação, quanto às características tamanho de fruto, produção por hectare, vigor entre plantas, sanidade e qualidade dos frutos (cor, fi rmeza e aroma). No presente trabalho não houve diferença signifi cativa entre as cultivares avaliadas, quanto ao teor de sólidos solúveis totais (Tabela 3), cuja média foi 13,20°Brix.
Outros trabalhos com mirtilo (Carter et al., 2002; Swain & Darnell, 2002; Beccaro et al., 2003; Smolarz, 2006) sobre introdução, avaliação fenológica e produtiva vêm sendo realizados no mundo. As informações técnicas, geradas nesses trabalhos, viabilizam a elaboração do zoneamento agroclimático e indicam cultivares mais adaptadas às condições locais, o que reduz as possibilidades de erros de implantação. Em razão das constantes modifi cações climáticas atuais, que descaracterizamzonas típicas de clima temperado, em especial, com a redução da disponibilidade de frio hibernal (Wrege et al., 2006), é necessária a seleção de genótipos com pouca necessidade de baixas temperaturas (Antunes & Raseira, 2006) e a realização de estudos de adaptação a regiões com potencial para produção de mirtilo.

Conclusões
1. Na região de Pelotas, RS, pode-se recomendar o cultivo das cultivares de mirtilo Bluebelle, Briteblue e Bluegem.
2. As cultivares Bluebelle, Briteblue e Bluegem apresentam maior produção, número de frutos por
planta e maior produtividade.
3. Não há diferenças entre as cultivares, quanto aos teores de sólidos solúveis totais, massa de matéria fresca e diâmetro longitudinal de frutos.

Agradecimentos
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pela concessão do auxílio fi nanceiro e bolsas de pesquisa; à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, pelo apoio fi nanceiro.

Referências
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NOVAS ALTERNATIVAS DE CULTIVO PARA A METADE SUL DO RIO GRANDE DO SUL: uvas de mesa e de suco

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Jair Costa Nachtigal

Engenheiro Agrônomo, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, BR 392, km 78, C.P. 403, CEP 96001-970, Pelotas, RS.

Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 90.000 hectares ocupados com videiras, sendo os principais Estados produtores o Rio Grande do Sul (48.474 ha), São Paulo (18.772 ha), Pernambuco (7.137 ha) e Paraná (5.700 ha). No Rio Grande do Sul, praticamente 90% das videiras plantadas são destinadas ao processamento na forma de vinhos, sucos e outros derivados.

Apesar do aumento no interesse pelo plantio de uvas viníferas, principalmente na década de 90, as uvas comuns (Vitis labrusca e híbridas) representam a maioria absoluta da área cultivada no Rio Grande do Sul, representando cerca de 85% do vinho produzido no Estado.

Além da Serra Gaúcha, principal região produtora, a viticultura tem tido um interesse crescente em outras regiões do Rio Grande do Sul, principalmente na Campanha e na Serra do Sudeste, que apresentam verões menos chuvosos e relevo menos acidentado, condições bastante favoráveis para o cultivo de videira. A disponibilidade e o valor das terras e da mão-de-obra são, também, atrativos para investimentos em videiras nestas regiões, o que tem atraído o interesse de grandes e médias empresas vitivinícolas, a maioria delas com sede na Serra Gaúcha, para investir na Metade Sul do Rio Grande do Sul. A prioridade é o plantio de uvas finas (Vitis vinifera), como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Chardonnay, cujas áreas já ultrapassam os 1200 hectares.

A Metade Sul do RS têm condições de explorar outro mercado bastante promissor que é o das uvas comuns, tanto para processamento (vinho, suco e doces) quanto para mesa. As uvas comuns, também conhecidas como uvas rústicas, são aquelas pertencentes à espécie Vitis labrusca e híbridas (cruzamento de V. labrusca com outras espécies). Dentre as principais cultivares de uvas comuns com potencial de exploração na Metade Sul, pode-se destacar as tintas Bordô, BRS Rúbea, Isabel, Isabel Precoce, BRS Violeta, BRS Margot, BRS Carmem, Concord e Concord Clone 30; a Niágara Branca e a Niágara Rosada. Boa parte destas cultivares pode ser utilizada para processamento na forma de vinho e suco, bem como para consumo “in natura”.

De um modo geral, as uvas comuns apresentam algumas características que potencializam a exploração em pequenas propriedades, proporcionando, em alguns casos, maiores retornos econômicos do que as cultivares de uvas finas.

Em termos de clima e de solo, as uvas comuns são iguais ou menos exigentes do que as uvas viníferas. Dessa forma, pelas características da maioria das regiões do Rio Grande do Sul, pode-se afirmar que as uvas americanas podem ser produzidas sem grandes dificuldades. Um dos fatores que deve ser levado em consideração é o prolongado período de estiagem que tem ocorrido nos últimos anos em algumas regiões, o que pode causar dificuldades principalmente na formação das videiras. Para estas regiões, recomenda-se a instalação de sistemas de irrigação nos primeiros anos do cultivo.

Considerando uma mesma condição climática, as uvas comuns são mais fáceis de serem produzidas do que as uvas finas, em virtude da menor suscetibilidade às doenças fúngicas da videira (míldio, oídio e antracnose) e da menor necessidade de manejo do dossel vegetativo. A redução do número de aplicações com agrotóxicos para controle de doenças e a menor exigência em mão de obra para manejo das plantas faz com que as uvas comuns tenham um menor custo de produção.

As uvas finas restringem a produção ao mercado de vinhos finos, enquanto as uvas americanas e híbridas podem ser utilizadas para produção de vinhos de mesa, de sucos e de doces. Além disso, alguns desses produtos podem ser comercializados pelos programas governamentais, para merenda escolar e creches.

No caso das uvas finas para mesa, a produção de uvas com qualidade elevada no Estado do Rio Grande do Sul somente é possível com a utilização da cobertura das parreiras com plástico e com o uso da irrigação localizada, o que aumenta muito os custos de produção e requer um conhecimento técnico bastante elevado para manejo das plantas e das doenças. Dessa forma, embora as uvas finas sejam uma boa opção de cultivo para alguns produtores, deve-se tomar muito cuidado com a sua implantação, principalmente para os que não tenham experiência com a produção destas cultivares (Itália, Rubi, Benitaka, Brasil e as uvas sem sementes).

Pelo exposto, pode-se verificar que as uvas comuns (americanas e híbridas) podem constituir em alternativa importante no processo de geração de renda e agregação de valor aos produtores, principalmente para a agricultura familiar da Metade Sul do Rio Grande do Sul. Entretanto, por ser uma atividade que requer um investimento relativamente alto comparado com aquele das culturas anuais, e mesmo com outras espécies frutíferas, recomenda-se cautela na implantação de novas áreas, devendo-se fazer uma boa análise do mercado comprador, a fim de definir o tipo de produto adequado, a quantidade a ser comercializada, a época mais adequada, dentre outros fatores. Outra recomendação é iniciar pelas uvas comuns para processamento, que são mais fáceis de produzir e têm um custo de implantação e produção mais baixos do que as uvas comuns para mesa, que por sua vez são mais fáceis de produzir do que as uvas finas para vinho e, por último, as uvas finas para mesa, que são as mais difíceis de produzir e apresentam custo de produção mais elevado. O tamanho da área a ser implantada deve ser de acordo com os recursos disponíveis (financeiro, mão de obra, infra estrutura, mercado, outros).

Comitê de Fruticultura da Metade Sul participa do Frutal Cone Sul

November 12th, 2009 by admin No comments »

O Comitê de Fruticultura da Metade Sul participou do Frutal Cone Sul,  realizado de 5 a 7 de novembro no Parque da Fenavinho, em Bento Gonçalves. Dentre várias autoridades que estiveram no estande do Comitê, destacamos o deputado federal Afonso Hamm , que já foi presidente do Comitê e preside a Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira no Congresso Nacional, o Secretário Estadual da Agricultura João Carlos Machado, o Prefeito de Bento Gonçalves, o presidente da Emater Mario Nascimento, dentre outras autoridades e centenas de produtores, estudantes, técnicos e agricultores.
O presidente do Comitê, Edgar Franco falou sobre a participação da entidade no Frutal com apresentação de vinhos da região da campanha, produtos de Uruguaiana, Bagé, Santana do Livramento, Dom Pedrito. Da região de Peloas e Turuçu foram expostas Geléias especiais com destaque para as Geléias de Mirtilo de Pelotas e outras de Amora, Pêssego e abacaxi com Pimenta de Turuçú, sendo estas um grande destaque. Segundo Jorge Luiz Hoffman, consultor do Comitê, foi propiciado negócios para estes produtos, além de se fazer degustação tanto de vinhos quanto das geléias durante toda a feira. Outro atrativo no estante foram os Móveis do Pampa para demonstrar o que esta sendo trabalhado em madeira e uma indústria que inicia seu crescimento na região. Hoffmann ainda cita as empresas que participaram: Vinícola Peruzzo, Vinhos Urcamp Vinhos Dom Pedrito e Vinhos Rastros do Pampa de Dom Pedrito, Aliança Santa Colina de Santana do Livramento, , Cooperativa Vinoeste dos Vinhos Santana Velha de Uruguaina. D
Edegar ainda destacou sobre o trabalho do deputado Afonso Hamm em promover esse evento e também por ser defensor da fruticultura no Congresso Nacional, aprimorando relações para o setor, com o propósito de efetivar bons negócios, com políticas adequadas para o setor.  “A Metade Sul, especialmente a região da Campanha deu passos importantes não só na vitivinicultura, mas também em outros segmentos e é isso que queremos apresentar na feira”, ressaltou Franco ao acrescentar que a região tem potencial de crescimento para atrair novos investidores.
O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel e o Coordenador Técnico Erildo Pontes estiveram no estande do Comitê, agradecendo a participação e fazendo um brinde ao sucesso do evento e na oportunidade convidou o Comitê a participar do Frutal em Fortaleza e do Frutal Amazônia em 2010.

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Abertura do Frutal

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Autoridades no estande do comitê

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Dep. Afonso Hamm, Hoffmann e Edgar e Magda Flores  no estande do comitê no Frutal

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Edegar, Hoffmann e Erildo do Frutal

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Estande da Fecovinho

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Estande do comite

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Reunião de Produtores no Estande do Comite

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Vinhos e Móveis do pampa

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Visão da feira

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Visão geral de Feira

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Vista do estande do Comite

Uma mudança com Alma

October 20th, 2009 by admin No comments »

A compra da Almadém de Sant’Ana do Livramento  pelo  Miolo Wine Group da um novo impulso na vitivinicultura Gaúcha, mais especialmente na Metade Sul.  Certamente com este investimento, de um Grupo importante como a Miolo, que já tem um grande investimento na Fortaleza do Seival em Candiota, com produtos premiados e seu foco principal a produção de Vinho, a qualificação dos produtos da região vai ampliar e também os investimentos de outras vinícolas.
Com este novo Investimento da Miolo a Campanha Gaucha e a Metade Sul, ganham um certificado de qualidade e quem quiser crescer  com vinhos de qualidade, vai ter que se fixar e produzir o vinho nesta região, pois encontramos terras a preços competitivos, condições excepcionais de clima, solo, insolação ampla, importante variação no gradiente de temperatura diurna/noturna,  com possibilidades de trabalhos mecanizados nas varias fazes do cultivo das vinhas.
Com investimentos de 12 milhões previstos para serem aplicados nos próximos anos, a  unidade de Sant’Ana do Livramento será modernizada e revitalizada, crescerá em qualidade em seus produto, com reflexo na vitivinicultura de toda a  Metade Sul do RS.

SEGURO AGRÍCOLA & FRUTAS

October 18th, 2009 by admin No comments »

Durante o VIII Fórum de Fruticultura, um dos temas importantes debatidos foi a quetão do seguro de Frutas, algo que muitos Fruticultores desconhecem e para eclarecer a todos, disponibilizamos estas informações.

SEGURO AGRÍCOLA & FRUTAS

Coberturas:
1. MultiRisco: Incêndio -Granizo - Geada - Seca - Vendaval
Excesso de Chuva - Tromba d’água
(ex.: soja - milho – trigo - cevada)
2. Granizo: Frutas - Arroz - Trigo (+ geada) – Hortigranjeiros

Frutas - Coberturas:
1. Granizo
2. Adicionais (ex.: Geada na Uva)
3.O que é segurado:
- Dano direto no fruto
- Dano na Planta / Floração (ex.: Uva Mesa e Vinho)

Zoneamento Agrícola:
- Atentar para as orientações do MAPA
Coordenadas Geográficas:
- informar um ponto de cada talhão
Carência:
- 02 dias após fechar o seguro,  ou após vistoria inicial.
- Protege a lavoura da emergência total até a colheita.
Carência - Frutas:
- Dois dias após fechar o seguro,desde que:
- 70% dos frutos com diâmetro superior a 3 mm
(ex. Ameixa, pêssego)
- 70% das plantas com quebra dormência (Ex. Uva)
- na geada a carência é de 7 dias

Vistoria na Lavoura:
- Preliminar: após a proposta (amostragem)
- Sinistro:
- Logo após o evento
- Para definição perdas

- Estrutura de Atendimento da AgroBrasil

Documentos a serem enviados para Tovese:
1. Proposta: assinada em todas as folhas;
2. Croqui:  de toda a propriedade, assinado;
3. Termo de Responsabilidade: preenchido e assinado pelo segurado.
Assinar um termo para cada proposta;
4. Proagro: caso existir talhão com Proagro, anexar cópia Cédula do Banco
assinada pelo segurado;
5. Arrendamento: se a lavoura for em área arrendada, é preciso anexar
cópia do contrato de arrendamento, com firma reconhecida

EXEMPLO

1. Culturas seguradas: pêssego, uva de vinho, Uva Mesa, maça, ameixa, figo…..

2. Cobertura: Granizo - cobre até 100% do valor da safra (preço de venda)
- é coberto o fruto na planta. Para a Uva de mesa, pode ser indenizado a planta e a florada.

3. Cobertura Adicional:
-  Perda da qualidade e/ou quantidade à produção causada por granizo às culturas.
- Geada

4. Subvenção Federal: 40 - 50 ou 60%  do custo do seguro, dependendo da cultura. O Ministério da Agricultura paga direto para a Seguradora;

5. Comprovação: Não será exigida a comprovação com nota fiscal dos insumos e nem da venda da produção

6. Premio: o custo do seguro poderá ser pago em parcelas a serem definidas no ato da contratação

7. Sinistro: é indenizado a área atingida pelo granizo. A receita da parte Não atingida é do produtor.
- É calculado o % de perdas no fruto, em cada planta atingida;

8. Croqui - é preciso fazer o croqui da propriedade do segurado

9. Valores segurados: variam de 6.000 a 30.000 dependendo da cultura e da REAL RECEITA esperada pelo produtor (venda)

10. Exemplos do custo:

- Uva de vinho: se o produtor quiser segurar 15.000,00 por ha, a taxa FINAL do produtor é de 2,045%, ficando o custo por ha de R$ 306,75

- pessego: se o produtor segurar 15.000,00 por ha, a taxa final do produtor é de 2,37%, ficando o custo por ha de R$ 355,50.

FONTE: TOVESE CORRETORA DE SEGUROS - AGROBRASIL
www.tovese.com.br

CURSO DE EXPORTAÇÃO ON LINE PELO SEBRAE NACIONAL

October 14th, 2009 by admin No comments »

Sebrae Nacional oferece Cursos sobre Mercado Externo

Aulas gratuitas na internet contemplam diferentes temas

Da Redação
Porto Alegre - A partir do dia 16 de outubro, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) vai disponibilizar cursos gratuitos, on line, direcionados às micro e pequenas empresas interessadas no mercado internacional. No total, serão 26 turmas de 200 inscritos, totalizando 5,2 mil alunos. Os cursos têm carga horária de 15h a 40h e podem ser concluídos em até 30 dias – o tempo investido é inteiramente determinado pelo empresário interessado.

Dentro do Programa de Internacionalização – que tem como objetivo promover a atuação de forma sustentável das micro e pequenas empresas brasileiras no mercado externo –, o Sebrae Nacional preparou 13 cursos. A intenção é atingir as empresas que têm potencial para investir no mercado internacional ou empresas que já fazem esse trabalho e precisam de um melhor direcionamento.

Segundo a coordenadora do Programa de Internacionalização do Sebrae Nacional, Louise Machado, é importante que os empresários interessados participem, uma vez que as empresas precisam se tornar mais competitivas. “Os cursos vão trabalhar as dificuldades que as empresas têm para acessar o mercado internacional. Para exportar, é preciso um planejamento diferenciado, procedimentos de um plano de marketing, conhecimento das condições de venda e pagamento lá fora, enfim, uma gama de particularidades que fazem toda a diferença”, aponta Louise.

Os interessados poderão se inscrever em mais de um curso, já que cada um deles aborda um tópico diferente do processo de internacionalização. As turmas vão ser abertas entre outubro deste ano e agosto de 2010. A inscrição deve ser feita no site www.internacionalizacao.sebrae.com.br. Após o cadastro, o empresário receberá o convite para entrar no ambiente reservado ao curso, em que estarão disponibilizados os módulos e exercícios, tudo acompanhado por um tutor. “O curso é feito inteiramente pela internet, mas há toda uma interação com o tutor. E o inscrito é quem vai escolher quantas horas diárias ou semanais ele vai investir para concluir o curso”, explica Louise.

A meta do Sebrae é atender 5,2 mil empresas até o próximo ano. “A idéia é conscientizar as micro e pequenas empresas quanto aos desafios, às vantagens e oportunidades desse processo de internacionalização. Queremos aumentar o número de empresas que exportam, o volume e, claro, a qualidade das exportações das MPE do Brasil”, diz a coordenadora do programa.

Confira os cursos:
- Planejamento para Exportar – 20h
- Procedimentos para Exportação – 20h
- Documentos Utilizados no Processo de Exportação – 20h
- Condições de Venda para o Mercado Externo – 15h
- A Negociação Internacional – 15h
- Pagamentos Internacionais – 15h
- Financiamento à Exportação – 15h
- Marketing Internacional – 30h
- Logística Internacional – 20h
- Informações Básicas para Exportação – Setor de Confecções – 20h
- Informações Básicas para Exportação – Setor de Flores e Plantas ornamentais – 20h
- Informações Básicas para Exportação – Setor de Móveis – 20h
- Informações Básicas para Exportação – Setor de Software e Serviços de TI – 40h

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362 www.agenciasebrae.com.br
Inscrição: www.internacionalizacao.sebrae.com.br.
www.sebrae-rs.com.br/asn
Assessoria de Comunicação do Sebrae/RS - (51) 3216-5165/5182
Central de Relacionamento Sebrae/RS: 0800 570 0800

PROJETO DA CITRUSUL –Exportação e Importação ltda de Rosário do Sul RS

October 13th, 2009 by admin No comments »

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Variedades de citrus


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Vista aérea do pomar de citrus sem sementes da Citusul


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Onde se consegue tal cor de ouro  - Na Metade Sul do Rs

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Aspéctos da colheita

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Vista geral deste grande pomar

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Pomar já em plena produção e ao fundo os quebra vento

Fruticultura

October 13th, 2009 by admin No comments »

Jornal minuano Bagé   edição do dia 12.10.09

Os acadêmicos da Agronomia da Urcamp têm participado ativamente dos debates sobre a fruticultura no Rio Grande do Sul.

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Na foto, eles integram o VII Fórum de Fruticultura da Metade Sul, realizado em Sant’Ana do Livramento. Os estudantes foram acompanhados dos professores Rosete Gottinari Kohn, Edison Ademir Pimentel e Ana Cláudia Kalil Huber. Ao centro está o secretário de Agropecuária Edgar Franco (também presidente do Comitê de Fruticultura da Metade Sul, que financiou a viagem).

Enólogos de quatro países avaliam vinhos de Bagé

October 10th, 2009 by admin 1 comment »

Jornal Minuamo  Bagé  - edição do dia 09.10.2009

A produção artesanal de vinhos de 28 famílias bajeenses foi avaliada ontem à noite, por enólogos da Miolo, Salton e Peruzzo.

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JULGAMENTO: profissionais testam qualidade da produção

Profissionais representantes de quatro países (Brasil, Uruguai, Inglaterra e Portugal) se reuniram na agropecuária do empresário Armando Otte, organizador do evento.
Os vinhos artesanais passaram pela minuciosa avaliação dos profissionais que identificaram pontos positivos e erros na produção. O resultado de cada um dos 28 vinhos será apresentado, amanhã, a partir das 19h, no salão da Paróquia São Pedro. O encontro vai reunir todos os produtores que irão receber uma ficha com as considerações dos profissionais.
De acordo com Otte, essa é uma forma de incentivar e profissionalizar a produção artesanal. “´É uma maneira de contribuir com o produtor que faz o vinho na garagem”, diz.
O empresário estima que cerca de 100 famílias bajeenses, produzam vinho de forma artesanal. O produto é para consumo caseiro e para presentes.

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PRESENÇA: diretor da maior importadora de vinhos da Inglaterra
Testaram a produção o enólogo Eder Peruzzo, o português Miguel Almeida da Miolo, o consultor em viticultura Antônio Santin, o enólogo Daniel Martins da Miolo, o diretor de exportação da mesma empresa Carlos Nogueira e o agrônomo e supervisor da Salton, o uruguaio Sebastian Perez Lamela e o enólogo também da Miolo Edvard Kohn. O evento contou também com a presença do diretor de importação da Bibendum Wine Ltd – que é a maior importadora de vinhos da Inglaterra, Iain Muggoch.